Contribuições estrangeiras em forte alta Contribuições de estrangeiros cresceram de forma expressiva na última década e reforçam o financiamento da Segurança Social. 16 abr 2026 min de leitura Crescimento expressivo das contribuições As contribuições dos trabalhadores estrangeiros para a Segurança Social registaram uma evolução muito significativa entre 2015 e 2025. Em pouco mais de uma década, o montante anual passou de 491 milhões de euros para 4162 milhões, o que representa um aumento de 8,5 vezes. Este crescimento das contribuições acompanha a expansão do número de cidadãos estrangeiros integrados no mercado de trabalho nacional. No mesmo período, as prestações sociais atribuídas a esta população também aumentaram, mas num ritmo inferior. Os valores pagos subiram de 137 milhões para 827 milhões de euros, cerca de seis vezes mais do que em 2015. Ainda assim, as contribuições mantiveram-se claramente acima das prestações recebidas. A diferença positiva entre contribuições e apoios sociais ampliou-se de 354 milhões de euros em 2015 para 3335 milhões em 2025, um crescimento superior a nove vezes. Paralelamente, o peso das contribuições estrangeiras no total das receitas da Segurança Social aumentou de 3,5% para 14%, quadruplicando ao longo da década. Mais trabalhadores e novo perfil etário O reforço das contribuições está diretamente ligado ao aumento do número de trabalhadores estrangeiros com descontos ativos. Em 2015 eram cerca de 156 mil; em 2025 ultrapassavam os 840 mil. Em termos proporcionais, passaram de 4,5% para 17,6% do total de trabalhadores com contribuições registadas no sistema. Quanto aos beneficiários de prestações, em dezembro de 2025 existiam 213 mil cidadãos estrangeiros a receber apoios, face a 61 mil dez anos antes. Representavam 12,2% do total de beneficiários, quando anteriormente o peso era de 4,2%. Ainda assim, as contribuições continuaram a superar largamente os valores pagos em prestações. A evolução das contribuições reflete também mudanças no perfil demográfico. O número de mulheres estrangeiras com descontos cresceu 4,5 vezes desde 2015, enquanto o de homens aumentou 6,1 vezes. A faixa etária mais representativa situa-se entre os 30 e os 39 anos, verificando-se igualmente um aumento relevante entre os 20 e os 29 anos, o que indica uma população ativa relativamente jovem a reforçar as contribuições. Os principais países de origem incluem Brasil, Índia e Angola, com forte presença em setores como alojamento e restauração, construção, serviços administrativos e agricultura. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, sendo anunciado que a informação sobre contribuições e prestações passará a ser atualizada mensalmente no portal da Segurança Social. Foi ainda esclarecido que a diferença entre contribuições e prestações não corresponde a um saldo líquido completo por nacionalidade, devido à inexistência de desagregação total das rubricas de receita e despesa. FONTE: CASASAPO Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado