Produção na construção cresce 2% em junho A produção na construção aumentou 2% em junho, mas o emprego e as remunerações cresceram a um ritmo superior, segundo o INE. 28 ago 2026 min de leitura Construção mantém evolução positiva O índice de produção na construção registou um crescimento homólogo de 2% em junho, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar da subida, o setor apresentou uma desaceleração face a maio, quando o crescimento tinha sido 1,7 pontos percentuais superior. A perda de ritmo foi visível nas principais áreas de atividade. A construção de edifícios cresceu 1,6% em junho, abaixo dos 3,1% registados no mês anterior. Na engenharia civil, o crescimento passou de 4,6% em maio para 2,6% em junho. A evolução destes dois segmentos contribuiu para o abrandamento do índice global de produção na construção. Emprego cresce acima da produção Apesar da desaceleração da atividade, o mercado de trabalho do setor apresentou uma evolução mais dinâmica. O índice de emprego na construção aumentou 2,1% face a junho de 2025, acelerando 0,5 pontos percentuais em relação ao crescimento registado em maio. Também na comparação mensal se verificou uma evolução positiva. O emprego aumentou 0,4% em junho, depois de não ter registado qualquer variação no mesmo período do ano anterior. Os dados mostram, assim, que a evolução do emprego continua a superar o crescimento da produção, num período em que a atividade do setor apresenta sinais de menor dinamismo. Remunerações aceleram em junho As remunerações registaram uma subida ainda mais expressiva. O índice de remunerações na construção aumentou 7,4% em termos homólogos, acelerando 1,1 pontos percentuais face a maio. Na comparação com o mês anterior, o crescimento foi de 15,4%. Este resultado supera também os 14,2% registados em junho do ano passado, refletindo uma evolução significativa dos custos com remunerações no setor. Desta forma, os dados do INE mostram um cenário marcado por ritmos distintos: a produção na construção continua a crescer, mas abranda, enquanto o emprego e, sobretudo, as remunerações apresentam aumentos mais fortes. FONTE: SUPERCASA Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado