UE avança com medidas contra crise habitacional Eurodeputados aprovam medidas para combater a crise habitacional na UE, com foco em mais oferta, apoio a jovens e habitação acessível. 13 abr 2026 min de leitura Parlamento Europeu responde à crise habitacional O Parlamento Europeu aprovou novas medidas para enfrentar a crise habitacional que afeta milhões de cidadãos na União Europeia. A Comissão Especial da Habitação adotou as recomendações finais, dando um passo relevante no combate à crise habitacional e na promoção de habitação digna, sustentável e acessível. O relatório sobre a crise habitacional foi aprovado por maioria e segue agora para votação em sessão plenária. O documento reconhece que a crise habitacional tem agravado desigualdades e dificultado o acesso a casa, sobretudo entre jovens e famílias com rendimentos médios e baixos. Mais oferta e regras mais simples Entre as propostas para mitigar a crise habitacional está a necessidade de aumentar a oferta de imóveis, simplificando procedimentos e acelerando licenciamentos. Os eurodeputados defendem menos burocracia e maior coordenação entre Estados-membros para responder à escassez de habitação. O relatório aponta ainda para a necessidade de construir cerca de 10 milhões de novas casas na UE, de forma a reduzir a pressão sobre os preços e estabilizar o mercado. A crise habitacional exige, segundo os responsáveis, uma resposta estrutural que combine investimento público e privado. Habitação acessível e apoio a jovens Outro eixo central das medidas passa pelo reforço da habitação pública e social, bem como por incentivos fiscais que promovam a habitação acessível. A crise habitacional tem impacto direto na coesão social, tornando essencial apoiar jovens, famílias vulneráveis e agregados com maiores dificuldades no acesso ao crédito e ao arrendamento. O documento propõe também rever regras de auxílios estatais para facilitar o investimento em habitação e promover soluções como casas modulares, mais rápidas e económicas de construir. O objetivo é garantir que a resposta à crise habitacional seja eficaz e sustentável. Qualidade, eficiência e equilíbrio no mercado As novas recomendações estabelecem que os novos imóveis devem cumprir padrões exigentes de eficiência energética, qualidade do ar e isolamento térmico. A crise habitacional não se resolve apenas com mais casas, mas também com melhores condições de habitabilidade. Os eurodeputados defendem igualmente um enquadramento equilibrado para o arrendamento de curta duração, conciliando o turismo com o direito à habitação. Está ainda prevista uma conferência de imprensa em Estrasburgo para apresentar os próximos passos. Com estas medidas, o Parlamento Europeu procura afirmar a habitação como prioridade política, colocando a crise habitacional no centro da agenda europeia e promovendo soluções concretas para milhões de cidadãos. FONTE: SUPERCASA Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado