Mais de 3 mil apoios pagos na reconstrução de casas Mais de 10 mil pedidos de reconstrução de casas já foram analisados e mais de 3 mil pagos, após danos causados pelas recentes tempestades. 12 jun 2026 min de leitura Reconstrução de casas ganha ritmo O processo de reconstrução de casas na Região Centro está a acelerar após uma fase inicial mais lenta. Segundo dados apresentados no Parlamento, já foram analisados cerca de 10 mil pedidos de apoio à reconstrução de casas, de um total de quase 36 mil candidaturas submetidas. Até ao momento, mais de 3 mil apoios à reconstrução de casas já foram pagos, refletindo uma evolução significativa na resposta às famílias afetadas. A reconstrução de casas deverá ficar concluída até ao final de junho, caso se mantenha o atual ritmo de análise e pagamento. Entre os pedidos avaliados, cerca de 2.400 foram indeferidos, sobretudo por não cumprirem critérios como a prioridade atribuída a habitação própria e permanente. Existem ainda milhares de processos em revisão, o que poderá aumentar o número de apoios aprovados à reconstrução de casas. Apoios médios e impacto financeiro No âmbito da reconstrução de casas, o valor médio solicitado ronda os 5.300 euros, enquanto o montante médio pago se situa nos 3.058 euros. Este diferencial resulta da avaliação técnica dos danos e dos limites definidos para os apoios. A reconstrução de casas integra um conjunto mais amplo de medidas que abrange cerca de 65 mil candidaturas em várias áreas. O impacto financeiro global já é significativo, com valores próximos dos dois mil milhões de euros a chegar a famílias, empresas e entidades públicas. No caso específico da reconstrução de casas, as seguradoras já pagaram centenas de milhões de euros em indemnizações. Cerca de 27% dos pedidos de reconstrução de casas correspondem a situações com seguro ativo, permitindo articulação entre apoios públicos e privados. Seguro obrigatório visto como essencial A experiência recente reforçou a importância da reconstrução de casas estar acompanhada por mecanismos de proteção. Nesse sentido, é defendida a criação de um seguro obrigatório de cobertura nacional para habitações. Atualmente, uma parte significativa das casas não tem seguro, o que dificulta a resposta em situações de catástrofe. A desigualdade territorial também é evidente: zonas mais vulneráveis apresentam menor cobertura de seguros, ao contrário dos centros urbanos. A generalização de seguros poderá facilitar a reconstrução de casas no futuro, garantindo maior proteção às famílias e reduzindo a pressão sobre os apoios públicos após fenómenos extremos. FONTE: SUPERCASA Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado