Imobiliário mantém crescimento em Portugal
O setor do imobiliário em Portugal voltou a demonstrar sinais claros de dinamismo ao longo de 2025. Apesar do contexto marcado por preços elevados da habitação, a procura manteve-se consistente e contribuiu para um aumento do número de transações e do volume de negócios no imobiliário nacional. Este desempenho reforça a perceção de que o imobiliário continua a ser um dos pilares da atividade económica ligada à habitação.

A evolução do imobiliário foi apoiada por vários fatores. Entre eles destacam-se os incentivos à compra de habitação, especialmente dirigidos aos compradores mais jovens, bem como a descida das taxas de juro no crédito habitação durante parte do ano. Estes elementos ajudaram muitas famílias a avançar com decisões de compra no imobiliário, mesmo perante um cenário de valores elevados no mercado residencial.

Outro elemento importante foi o interesse contínuo de compradores internacionais. Embora o mercado do imobiliário seja dominado por clientes nacionais, a presença de investidores estrangeiros continua a ter um papel relevante em determinados segmentos e regiões. Esta diversidade de procura contribuiu para manter o imobiliário ativo ao longo de 2025.
Procura elevada no imobiliário
Os dados mais recentes revelam que o imobiliário registou um crescimento tanto no número de transações como no valor global dos negócios realizados. O volume de investimento associado ao imobiliário aumentou face ao ano anterior, refletindo uma atividade consistente por parte de compradores e investidores.

Em paralelo, o preço médio das habitações transacionadas no imobiliário também continuou a subir. Esta tendência confirma que a procura continua a superar a oferta disponível em muitas zonas do país. Em várias cidades e áreas metropolitanas, o imobiliário apresenta valores médios de venda superiores aos registados nos anos anteriores.

Apesar desta valorização, o imobiliário continua a atrair famílias que procuram habitação própria. Para muitos compradores, adquirir casa permanece uma prioridade e uma forma de investimento a longo prazo. O mercado do imobiliário beneficia igualmente da perceção de estabilidade associada ao investimento em ativos residenciais.
Falta de oferta continua a marcar o imobiliário
Um dos principais desafios identificados no imobiliário continua a ser a escassez de oferta de habitação. Em várias regiões do país, a quantidade de casas disponíveis para venda ou arrendamento permanece insuficiente para responder à procura existente. Esta realidade limita o potencial de crescimento do imobiliário e contribui para a manutenção de preços elevados.

A falta de nova construção tem sido apontada como uma das causas desta situação no imobiliário. A produção de habitação não tem acompanhado o ritmo da procura, o que cria um desequilíbrio estrutural no mercado. Como resultado, o imobiliário enfrenta dificuldades em disponibilizar soluções acessíveis para diferentes perfis de compradores.

Ainda assim, o setor do imobiliário continua a mostrar resiliência. A entrada de novos profissionais, a expansão de redes de mediação e o investimento em tecnologia demonstram que o imobiliário permanece um mercado competitivo e em transformação.
Perspetivas para o imobiliário em 2026
Para os próximos anos, as expectativas apontam para uma possível estabilização do imobiliário em Portugal. Embora não se antecipem aumentos tão acelerados como em alguns períodos recentes, também não existem sinais claros de correções profundas no mercado.

A evolução do imobiliário dependerá de vários fatores, incluindo a capacidade de aumentar a oferta de habitação, a evolução das taxas de juro e o poder de compra das famílias. Se estas condições se mantiverem equilibradas, o imobiliário poderá continuar a crescer de forma sustentável.

No atual contexto, o imobiliário mantém-se como um setor estratégico para a economia portuguesa. A procura por habitação, aliada ao interesse de investidores e compradores, indica que o imobiliário continuará a desempenhar um papel central no mercado habitacional do país.

FONTE: SUPERCASA