Crise da habitação exige respostas estruturais
A habitação em Portugal continua sob forte pressão, com preços de compra e arrendamento que ultrapassam a capacidade financeira de muitos jovens e famílias. A escassez de oferta, acumulada ao longo de vários anos, agravou um problema estrutural que afeta a coesão social e o acesso a condições de vida dignas. Perante este cenário, o Governo reconhece a gravidade da crise e assume a habitação como um dos eixos centrais da política pública em 2026.

A estratégia passa por atuar sobretudo do lado da oferta, reforçando mecanismos já existentes e criando condições para acelerar a construção, reabilitação e disponibilização de habitação a custos controlados. O objetivo é corrigir desequilíbrios do mercado e reduzir a dependência de soluções temporárias, apostando numa resposta mais sustentável.
Programas reforçados e foco na habitação acessível
Em 2026, os principais programas de habitação mantêm-se em vigor, mas com reforço financeiro e ajustamentos operacionais. As medidas dirigidas ao arrendamento acessível, à habitação pública e ao apoio a jovens continuam a desempenhar um papel central, procurando responder a diferentes níveis de necessidade habitacional.

A habitação pública ganha particular destaque, com investimento significativo na construção e reabilitação de fogos, em articulação com os municípios. Paralelamente, os apoios ao arrendamento visam aliviar o esforço das famílias e promover maior estabilidade no mercado. A habitação acessível surge como solução intermédia para quem não tem acesso a apoios sociais, mas enfrenta dificuldades no mercado privado.
Incentivos, simplificação e impacto esperado
A política de habitação para 2026 inclui incentivos fiscais dirigidos à construção e ao arrendamento a preços moderados, bem como medidas de simplificação administrativa. A redução de entraves no licenciamento e a revisão de instrumentos de planeamento territorial procuram acelerar projetos e aumentar a oferta disponível.

Apesar de muitas medidas produzirem efeitos mais visíveis a médio prazo, o reforço da habitação em 2026 estabelece uma base mais sólida para equilibrar o mercado. A combinação entre investimento público, estímulo ao investimento privado e gestão mais eficiente do território pretende tornar a habitação mais acessível e responder a um dos maiores desafios sociais do país.

FONTE: CASASAPO